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domingo, 23 de julho de 2017

ADRIANA BEACH CLUB

Depois de muito GPS do carro (que nunca tinha ligado) chegámos a uma subida que nos ficou na memória. Depois de desfazer a curva à direita, lá estava Adriana Beach Club em todo o seu esplendor.
Depois de devidamente instados, a bagagem é depositada em “carro” próprio na casa que nos é atribuída, há que explorar o empreendimento. No exterior existem duas piscinas além das casas com R/c e 1.º andar. As casas já conheceram melhores dias e estão a pedir uma total reforma. Como se vai num espírito de ferias, ninguém reclama.
A seguir, vem a praia privativa “Adriana Beach” mais conhecida por praia do Poço Velho. O único inconveniente desta praia é o acesso que se faz através de uma escada construída em madeira sobre a falésia. Como fomos no regime de “tudo incluído” não tivemos que pagar pela espreguiçadeira. Já o mesmo não se pode dizer acerca das toalhas para as quais é preciso deixar uma caução (reembolsável) na receção. Ah, o estacionamento também é pago.
Quanto à praia, são 5 km convidativos a longas caminhadas desde Vilamoura a Albufeira. Isto sem contar com o percurso pedestre existente no topo da falésia entre Vilamoura e Olhos de Água…
Qualquer que seja o percurso escolhido, é inevitável passar na Praia dos Tomates e não se pense em outros tipos de frutologia… O nome atribuído a esta praia deve-se apenas e exclusivamente ao tipo de fruta explorado nos terrenos agrícolas subjacentes. Aí encontra-se um restaurante de praia além de um parque de estacionamento em terra batida, como deve ser.

Uma palavra de simpatia para todo o pessoal do Staff. E boas-ferias.
Praia da Falésia
Praia dos Tomates

sexta-feira, 14 de julho de 2017

POR QUEM NÃO MORRO DE AMORES

Já deu para entender que não morro de amores pelo Salvador. Eu sei que “morrer de amores” é apenas uma força de expressão e não se pode interpretar literalmente. A minha postura relativamente a este assunto nada tem a ver com o Festival Eurovisão da Canção. Nada disso, simplesmente não gosto da forma de cantar e principalmente, de estar do cantar. Mas não foi ele que originou a escrita destas linhas.
O mesmo já não digo da irmã, autora da letra e música da canção vencedora. Reconheço-lhe valor como compositora e também, porque não, como intérprete.
Há quem queira ver algumas semelhanças entre esta e a música brasileira…. Cada um vê o que quer. Também há quem queira ver na canção, a “síndrome do coração partido”. Este nome foi atribuído por pesquisadores alemães ao trauma da perda de um ente querido. Posso dizer, com toda a propriedade que sofro deste síndroma… Quanto à canção, basta “olhar” com atenção a respectiva letra:

Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que me voltes a querer
Eu sei que não se ama sozinho
Talvez, devagarinho, possas voltar a aprender

Talvez, devagarinho… quem sabe? Seja como for, aprecio a poesia de Luísa Sobral. Já quanto ao irmão, mantenho o que escrevi, não morro de amores pelo cantor, o que quer dizer que não gosto lá muito de Sobral. Mas se pensa que a expressão morrer de amores é o mesmo que morrer de amor, desengane-se. São expressões completamente diferentes. Pode mesmo, dizem os especialistas, morrer-se de amor. Segundo eles o organismo produz demasiadas hormonas (adrenalina e cortisol) que obstruindo as artérias, podem induzir a morte. Eles lá sabem, para isso são especialistas…
Contudo, fique tranquilo, trata-se apenas de um mecanismo de defesa do nosso organismo e nada mais.
Ah, e continue a ouvir “Amar Pelos Dois”
Se um dia alguém perguntar por mim
Diz que vivi para te amar
Antes de ti, só existi
Cansado e sem nada para dar


Se o teu coração não quiser ceder
Não sentir paixão, não quiser sofrer
Sem fazer planos do que virá depois
O meu coração pode amar pelos dois.
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quarta-feira, 12 de julho de 2017

UM MOMENTO INESQUECÍVEL - O LIVRO

É já incontornável dizer que a vida é feita de momentos. Uns mais alegres do que outros, mas todos somados, configuram a nossa história.
Por que estamos no princípio de verão ou por que o tempo está assim, assim, recorri ao livro, “Um Momento Inesquecível”. Uma leitura mais aligeirada, para quem pretende descansar na borda da piscina ou na praia à beira mar. Esta obra marca o regresso do conceituado autor dos bestsellers “O Diário da Nossa Paixão” e das “As Palavras que Nunca te Direi”.
Trata-se indubitavelmente de um romance ternurento, de uma leitura até certo ponto, mais a gosto, não envolvendo muitos personagens e não andar para trás e para a frente como no livro anterior. Não se pede mais a este livro muito longe de outros do mesmo autor. Ao longo de 166 das 206 páginas do livro, mais precisamente 12 capítulos, o autor preocupa-se em retratar psicologicamente Landon (o narrador) e Jamie, a namorada. A narrativa arrasta-se ao longo destas páginas tornando, por vezes, difícil a leitura.
A obra, inspirada na vida e sobretudo na coragem da irmã de Nocholas Sparks foi, segundo a opinião de várias editoras, o único que fez chorar o autor. Na minha opinião, por isso vale o que vale, só chora quem tem algo por trás que o faz chorar… A mim fez-me chorar, mas por outros motivos que não o livro.
Um grande elogio vai para o tradutor, Mário Correia, que transcreveu do inglês este romance.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

A PACIÊNCIA DE QUEM NÃO A TEM

Se há dias em que a paciência transborda, inundando tudo que nos cerca, outros há em que ela escasseia, não sobejando para coisa nenhuma. Hoje foi um desses dias.
Não é fácil gerir emoções, eu sei, sobretudo perante uma vida que não nos contempla com meras pausas tão necessárias para retemperar forças. A paciência é necessária porque só ela transmite a calma e paciência necessárias para ver as coisas tal como elas são.
Depois de muito vasculhar, lá se vai arranjando um pouco de paciência para fazer o que tem de ser feito o que não significa que haja pachorra para consultas, sessões, ou seja lá o que for. Por mais que se procure, não existe a tal característica que nos permite manter a calma (aparente) e o controle emocional tão necessário nesses momentos.
Mais tarde, quando pensávamos não existir mais paciência para as pequenas coisas do dia-a-dia, eis que chega uma nova remessa, vinda não se sabe bem donde. Haja paciência!
Há dias assim.

sábado, 8 de julho de 2017

O SEGREDO

Homem de parcas palavras, fui “fadado” mais para ouvir do que para falar. Este sou eu, tal como consigo definir-me.
Deixem-me ir avisando que não se nasce assim, é a vida que nos faz. Confesso que com uma pequena ajuda da genética.
Não sei se já era, mas acho que me tonei, com o tempo, num bom ouvinte. Para divulgar as minhas ideias, basta-me um papel e lápis.
Bem, isto é maneira de falar…
Como disse Epiteto, possuímos dois ouvidos e uma só boca para que possamos ouvir mais do que falámos por isso nada faço que contrarie a minha apetência de escutar. Ensinou-me a vida que não basta ter a capacidade de compreensão para ser um bom ouvinte. É preciso ser capaz de ver o mundo através dos olhos do nosso interlocutor. Gostar de ouvir e colocar-se no lugar do outro, o que permite ver com mais atenção o problema dos outros. Ao mesmo tempo, consegue-se uma maior tolerância ao ambiente que nos cerca.
Pode dizer-se que é este o segredo, se é que existe algum segredo, para se ser um bom ouvinte.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

EM CADA CURVA A DOR ESPREITA

O tempo tem destas coisas, passado, presente e futuro. Eu sei que há quem defenda que o passado, o presente e o futuro podem coexistir num só espaço, eu sei, mas não concordo. Segundo essa mesma teoria, nunca sairíamos do presente.
Para mim, o passado é passado onde, por mais que se tente, é impossível voltar. Por um lado, seria bom, mas por outro, nem por isso. O passado já lá vai e o presente é o que se vê. O futuro? Quem sou eu, quem somos nós para nos pormos a adivinhar?
Estupidamente continuámos a percorrer o mesmo caminho que imaginámos rectilíneo, mas que, na realidade, está cheio de curvas. Em cada curva há uma dor espreita e somos assaltados pela angústia… E lá vamos, qual fénix renascida, perseguindo no caminho, recolhendo os despojos e as armas que usámos na luta com o passado.
Caminhemos, pois sempre em frente, já que é impossível regressar ao passado.
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