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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

ESTA POLÍTICA DE PROXIMIDADE

Após várias tentativas (frustradas), ficou instalada finalmente a Internet…! Digo finalmente porque só após duas tentativas e alguma indisposição por parte do potencial cliente, foi possível concretizar a referida instalação.
Embora ande na boca de toda a gente, a política de proximidade é cada vez menos praticada. É possível falar em proximidade entre cliente e empresa mas quando esta falha por qualquer razão, é quando se se torna mais necessária e que afinal faz toda a diferença.
Haver ou não haver aquela proximidade que se impõe e que se encontra na cabeça de cada um mas que não sai daí, a proximidade impõe-se como fundamental em qualquer campo.
Este conceito tem mudado ao longo do tempo o que considero um ponto positivo. Não convém esquecer que, como conceito dinâmico que é, a proximidade vai-se adaptando como pode aos tempos modernos embora a velocidade com que o faz nem sempre esteja sincronizada.
Pessoalmente, continuar a dispor apenas de quatro canais não seria grande problema uma vez que só os requisito no horário dos noticiários. Essa não era a opinião de quem necessita estar em contato com os filhos e os netos, por isso (e por outros motivos) me calei.
Além de tudo mais, o acesso à internet nos nossos dia tornou-se de tal forma banal que qualquer espaço público disponibiliza esses serviços. Não se compreende a dificuldade de cobertura nem a dificuldade com se depara uma simples instalação.
Esta questão é tão atual que já não se restingue à relação ente empresa e potenciais clientes, envolve os diferentes atores envolvidos em qualquer processo. Aliás, a política de proximidade,  tem sido implementada de forma calculada e paulatinamente, pelo o papa Francisco entre a Igreja e os respetivos fieis. Vamos a ver onde este comportamento o conduz.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

MORRER DE AMOR

Nem sempre acontece ou então acontece frequentemente sem darmos por isso. Com efeito, “morrer de amores” não significa o mesmo que “morrer de amor” e nem foi preciso ler o livro de Eduardo Sá para chegar a esta conclusão. Por mais que se considere ser uma mera questão semântica, vai uma grande distância entre uma e outra expressão.
Morrer de amores por alguém significa que se tem grande estima ou afeto por essa pessoa. Não tem outro significado que não seja gostar assim, assim, de outrem que apenas se tolera… alguém ou alguma coisa por quem até podemos ter alguma estima mas que não passa daí. Aliás não é possível sentir mais do que isso por alguém que passa ao nosso lado e nem sequer sabe o nosso nome.
Por outro lado, “morrer de amor” é algo muito mais sério. Envolve capacidades e emoções que nem sabíamos existir em nós. Está longe o tempo em que se julgava impossível “morrer de amor”. Um grupo de cientistas alemãs comprovou cientificamente que é possível morrer, no sentido mais restrito da palavra, de um amor forte senão repentino. Estes cientistas identificaram o trauma emocional que a perda ou separação de um amor pode ocasionar. Quem fala em amor diz a perda de um ente querido…
Fica assim provado que “morrer de amor” não é apenas uma força de expressão, pode mesmo.

domingo, 14 de janeiro de 2018

AS CONSOANTES QUE NINGUÉM LÊ

Embora já tenha abordado o tema (prometo ser a última) e assumindo a eventualidade de me repetir, volto ao mesmo. Acho que este tema merece ser ventilado não só pela actualidade que adquiriu mas também pela importância que assume na altura de pronunciar determinadas palavras. É claro que esta importância é relativa conforme os casos.
Na verdade encontro-me dividido entre dois programas (ou sites, como lhe queiram chamar). Continuo fiel à “mania” de escrever em WORD os textos que publico no BLOGUE a que me encontro filiado. Se no primeiro programa impera o “novo” acordo ortográfico, no outro impera o antigo. Accionada a “correcção” automática do Word, a coisa torna-se ainda mais complicada. Enquanto um dos programas manda suprimir todos os “c” e os “p”, o outro exige a sua reposição… O que parece ser à partida uma tarefa fácil mas acreditem que não é e dá imenso trabalho. E nem considero aqui o uso do hífen nem tão-pouco dos acentos…
Por um lado, aprendi a escrever considerando importantes as consoantes mudas que ninguém lê, por outro, acho que determinados “c” e sobretudo “p” não fazem falta nenhuma na linguagem oral de todos os dias. Isto é a minha verdade até chegar (e lá vou eu repetir-me) ao “facto” e “fato”. É que uma coisa é totalmente diferente da outra no nosso português diário… Aí, sinto a falta do tal “c” que pronuncio e, segundo parece, foi contemplado no novo acordo ortográfico.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

O AMOR É UMA CHATICE

Todos os livros são perigosos! Sobretudo, aqueles que, a páginas tantas, parecem simples.
Quem o diz, em jeito de prólogo, não sou eu, é o autor deste livro sobre o amor. Nele encontram-se compilados vários textos subordinados ao tema. Em jeito de aviso, o autor escreve, cuidado com o que se procura num livro sobre o amor. Arriscamo-nos a encontrar, no espelho das páginas a nossa própria história, as relações que tivemos, os homens ou mulheres que amámos…
Que melhor definição podia encontrar que tão bem se enquadrasse neste termo?
O amor… O amor é uma chatice. Dá trabalho. Ocupa tempo. Dói. Desafia. Resolve e desarruma. E afinal, quem nunca morreu de amor (es)…?
Embora pareça que não, há uma grande diferença entre amor e amores e nessa diferença navego sem sentido em busca não sei de quê ou se já o encontrei sem saber.
Não fora um prenda de Natal, confesso que nunca teria adquirido este livro mas, de todas as prendas que recebi, acabou por se revelar a mais apreciada. Eduardo Sá é o género de pessoa/autor com o qual nem sempre estou de acordo mas, de certo modo, acabo por apreciar.
Com o tempo, (quase) tudo desaparece da memória mas um livro permanece. Obrigado pela oferta.
Mesmo gostando muito, pouco ou quase nada, aqui está um livro que não deve sair da nossa cabeceira. Talvez assim se consiga modificar o conceito sobre o AMOR. Embora não concordando com alguns textos e se discorde totalmente de outros, não se deve pôr de lado a sua leitura.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

UMA QUESTÃO DE COR

Agora que estou mais virado para as palavras, coloca-se a dúvida se devo ou não usar o termo negro em substituição de preto.
Há palavras que com o tempo adquirirem o estatuto pejorativo e se evita o seu uso quer no discurso oral, quer escrito. Não me refiro apenas aos vestidos pretos usados por conceituadas actrizes nem aos blazers ou smokings usados pelos cavalheiros… Mais uma vez estendeu-se a passadeira vermelha para o desfile e entrega dos muito badalados Globos de Ouro.
É normal ouvirem-se diferentes comentários pelos respectivos comentadores. Nestes comentários reparei que o termo preto foi frequentemente substituído pelo termo negro… Segundo me informei, a tradução à letra do termo black é preto em bom português. Já os americanos traduziriam o termo por afro-americanos, por exemplo! Eles lá sabem porquê…
Pessoalmente, quer se traduza por preto, negro ou afro, o significado é o mesmo. Trata-se apenas de uma questão regional ou até cultural. Quando muito, é uma questão semântica e nada tem a ver com a cor da pele.
O mesmo acontece, perdoem-me a comparação, com o vermelho e o encarnado, que são usados conforme as circunstâncias…
Relativamente à cor da pele, a confusão é ainda maior. Por baixo da pele, tudo se assemelha entre raças. A diferença é apenas cultural e pode acontecer a qualquer um que tenha o mesmo tom de pele.
Em suma, a questão da cor é uma falsa questão, artificial e por isso, falsa.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

A CANTAR AS JANEIRAS

Durante muitos (alguns) anos foi tradição cantar as janeiras de porta em porta neste condomínio. Por alguma razão que desconheço, cantar as janeiras caiu em desuso em detrimento da “cantoria” alusiva ao Halloween. Enfim, modas que não se discutem. Até porque ambas nos obrigam a ter “qualquer coisinha” para oferecer nestas ocasiões…
Apesar das modas e tradições muitas vezes importadas, as janeiras consistiam em cantar de rua em rua e de porta em porta, músicas com letras muito simples em que privilegiavam o nascimento de Jesus e se desejava que o novo ano fosse muito feliz.
Talvez por ser tradição (data da minha meninice), o cantar das janeiras em dia de reis ficou gravado para sempre no meu imaginário. Nessa altura, como disse, não questionava as letras, apenas me detinha no ato em si. Com o passar dos anos, tornei-me mais exigente quanto às letras…
Nesse sentido, que me perdoe o Zeca Afonso (Natal dos Simples) se uma observação mais focada na letra consegue “ver” uma certa pornografia nas palavras  do poeta: então já não se respeitam as raparigas solteiras? E não merecem distinção as raparigas casadas? Enfim, tudo lhe serve, solteiras ou casadas…!
Isto sou eu a brincar com as palavras… Reconheço que a “pornografia” está na cabeça de cada um e não é possível chegar até lá e apaga-la, embora se consiga já retirar outras coisas…
Conhecidas pela sua simplicidade, a maioria das músicas entoadas nas janeiras utilizam quadras muito simples em louvor do Menino Jesus, Nossa Senhora e São José, deixando as quadras menos jocosas para quem não cumpra a tradição.
E não fique a ideia de que não aprecio o cantar das janeiras, antes pelo contrário.
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