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terça-feira, 19 de setembro de 2017

CELEBRANDO MAIS UM ANIVERSÁRIO

Há aniversários que se festejam, exigem aquele copo de espumoso, a velha e estafada canção que surge do nada nestas ocasiões, vinda não se sabe bem donde. Sabe-se apenas que é assim todos os anos e ainda bem que comemorámos um ano de vida que nos foi dado para festejar com aqueles que nos são queridos.
Nem todos os aniversários são para festejar. Muitos são até para esquecer, mais os passados que os vindouros, mas hoje é dia de esquecer esses aniversários, hoje é dia de festa, portanto vamos celebrar.
Celebremos mais um ano de vida pleno de saúde e a possibilidade de desfrutar a companhia daqueles que nos seguem mais de perto. Essa é a maior bênção.
Há dias em que, ergendo bem alto os nossos copos, podemos dizer: Feliz aniversário.
Há dias assim.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

VONTADE DE CHORAR

Há dias em que não apetece fazer nada por inútil que pareça fazer coisa alguma, olhando nos dois sentidos. São dias em que apetece uma só coisa, chorar. Tudo serve de pretexto para o choro, certos programas e até filmes da TV. Eles provocam a mesma reacção, diria até emoção. Talvez sejam apenas energias negativas que se acumulam no organismo (e têm que sair por algum lado), dirão os mais místicos, eu acho que é desta altura do ano que atravessamos… Seja o que for, nada pára esta vontade de chorar e, por vezes, de bater com a porta…
Hoje, mais que ontem ou em outros dias, apetece chorar, chorar aquelas lágrimas sentidas, dolorosas, que dificilmente resultam noutra coisa que não seja… o pranto. Aquelas lágrimas que resultam de um choro calado que ninguém percebe a não ser quem chora. Chorar aquelas lágrimas que transportam saudade, remorso, desilusão…
Por vezes, raras vezes infelizmente, pode chorar-se de alegria. Por que não?
Geralmente choro de tristeza, de tédio, de saudade, jamais de alegria.
Já disse, que agora ando mais chorão? Então escorrem-me na face aquelas lágrimas porque sim e nem sequer me detenho para encontrar uma resposta plausível para aquelas lágrimas.
Se lhe apetece chorar, então chore… por que não chorar?
Hoje apetece-me chorar e não me perguntem (nem eu sei) porquê, para quê nem por quê. Só sei que me apetece chorar e, lá no fundo, há sempre uma razão para chorar.
Chorar, só por chorar… Por que não?
Há dias em que só nos apetece chorar…
Há dias assim.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

PALERMAS... HÁ MUITOS

Destinado a proteger a cabeça do frio ou do calor intenso, o chapéu era indispensável qualquer que fosse a indumentária masculina. Porém, com o correr do tempo, acabou esquecido durante muitos anos, numa qualquer prateleira do roupeiro.
Usado apenas por homens de uma certa idade, com a emancipação da mulher tornou-se um importante acessório de moda e, de velho aliado, reconquistou o seu legítimo portador, o homem, destinando-se a um público cada vez mais jovem.
Nesta altura, em que os chapéus eram usados por Homens, entro em cena com um certo estilo e muita personalidade, a usar sem preconceitos o meu velho Panamá, palhinhas e chapéus de feltro. A partir daí, o chapéu regressa em força inundando o mercado de muitos e variados modelos, cores e texturas sendo usado em qualquer ocasião. Diga-se de passagem que à mulher sempre foi permitido usar chapéu em ambientes completamente interditos ao homem… Mas isso é outra conversa.
Como diria Vasco Santana no filme (A Canção de Lisboa), Chapéus há muitos…há que saber escolhe-los. O mau uso do chapéu pode destruir a imagem de qualquer um caso não se coadune perfeitamente com o ambiente que o rodeia. Assim, deve evitar  usar-se, por exemplo, nos locais de estudo ou de trabalho e, sobretudo, quando se está à mesa… São conceitos muito antigos bem sei, mas que ainda hoje fazem toda a diferença.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

O MAR E EU

Observando mais de perto, desde as mais antigas às mais recentes, constato que o mar serve de pano de fundo à quase totalidade das minhas fotografias.
Admito o estranho fascínio que o mar exerce sobre mim. Não vou tentar sequer escamoteá-lo, logo nesta altura do campeonato. A verdade é que me deixo ir, que adianta resistir-lhe? Como alguém já disse, não sei se é o mar que me leva, ou se o levo dentro de mim.
Por mais que me ponha a olhar, o mar nunca se revela da mesma maneira. A qualquer hora do dia mostra novos encantos dependendo muito do local onde se observa. Há sempre algo de diferente, um Mar dentro do próprio mar.
E a cor, que dizer da cor? Ora azul turquesa, se concorda com os nossos pensamentos, ora verde claro ou escuro, se de todo não concorda…
Contemplando a imensidão do mar, olhos nos olhos, fico por ali a pensar. Ao que me consta, ainda ninguém descobriu onde começa ou acaba.
Às vezes, de vez em quando, o mar mostra outras facetas imprevisíveis, outras marés.
É esta a sua natureza. É assim o mar. Mas quer acorde sereno, ou fora de si,  o mar é sempre o mar. Nós é que não somos…
Ali sentado, junto ao mar, passei o dia ouvindo o que o mar dizia.
Sim por que o mar também fala….
«Chorámos, rimos, cantámos.
Falou-me do seu destino,
Do seu fado...
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Ele afastou-se calado;
Eu afastei-me mais triste,
Mais doente, mais cansado...
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Da minha grande Saudade!
Voz amarga de quem fica,
Trémula voz de quem parte...» 

E os poetas a cantar
São ecos da voz do mar!
                                       António Boto, in 'Canções' 

domingo, 10 de setembro de 2017

O ESTRANHO SOM QUE FAZ O VENTO

De repente, fez-se silêncio e, nesse momento apercebi-me que havia alguma coisa que faltava na paisagem. A música de súbito tocou mais alto e os ruídos da casa fizeram-se ouvir. Tudo à minha volta ficou na expectativa de recomeçar mal o vento se fizesse sentir.
Logo eu que detesto o vento (penso mas não digo) vim morar para uma zona conhecida pela sua ventania…!
E cá me encontro ainda hoje, pelo microclima ou talvez por imposições familiares, não sei. Agora isso já não interessa. O certo, qualquer que fosse o motivo, cá fiquei. Essas coisas, só acontecem a mim, ouço-me dizer.
Fico a olhar através da vidraça os ulmeiros mandados plantar por mão caridosa. Perdoai-lhe Senhor, que não sabem o que fazem.
Detesto estas árvores na medida em que detesto o vento. São elas que roubam o pouco sol que ilumina a minha sala e, em certas alturas do ano, cobrem de “neve” o parco terreno envolvente do condomínio.
Fico ali parado olhando através da vidraça os ulmeiros, a sentir a ausência daquele estranho som que o vento faz ao esgueirar-se por entre a folhagem. Para ser mais correto devia dizer: o som produzido pela agitação da folhagem fustigada pelo vento.
Detesto o vento ao qual atribuo todos os males que me acontecem. Detesto que me empurre contra os muros quando pretendo deixar a imagem de um ser normal que se dirige para casa, detesto que me arranque o chapéu e me atrase a marcha….
Por tudo isso, detesto o vento… e ele sabe-o.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

QUALIDADE OU DEFEITO?

Sei que sou, assumo-o sem qualquer reserva. Tudo que faço, seja o que for, tem de ficar bem feito ou então, não se faz. Talvez, por isso, haja tanta coisa por fazer….
Enfim, procuro a perfeição o que não acarreta grande mal, antes pelo contrário.
Ainda hoje não sei se “perfecionista” é qualidade ou defeito. Com a facilidade que agora há já tentei esclarecer a minha dúvida através da Internet e fiquei a saber que há quem a considere uma qualidade, mas também há quem a inclua nos defeitos classificando-a como um distúrbio da personalidade. Vá a gente entender isto…!
Inclino-me mais para o assim, assim. Sou de opinião que, ser perfecionista é uma qualidade característica dos que procuram alcançar a perfeição, de quem é organizado e sincero no que diz. É claro que prefiro esta definição!
Contudo não esqueço nem escondo, aqueles que o consideram um defeito. O mal está, como em tudo, no exagero. Ser um pouco perfeccionismo nunca fez mal a ninguém.
Presentemente, o termo tem sido usado indiscriminadamente no mercado de trabalho o que o torna um lugar comum, pelo menos a nível profissional, não conduzindo a lugar nenhum.
Seja como for, o perfecionista não é feliz, “ao tentar alcançar as estrelas, os perfecionistas acabam a correr atrás do vento” é o que diz o célebre psicólogo David Burns. E vê-se, pelas próprias folhas mortas, que o vento leva consigo a lado nenhum.
Resumindo: ser perfecionista, não significa necessariamente qualidade ou defeito. Tudo depende do contexto… e de quem o usa.
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